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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

HISTÓRIA DA IGREJA:

 Conversão de São Paulo (Parte I):


São Paulo, Praça de São Pedro no Vaticano
Plinio Maria Solimeo
De nenhum dos grandes santos penitentes a Igreja celebra a conversão como a de São Paulo. E uma das razões é a excelência de toda s as virtudes que Nosso Senhor comunicou-lhe.
Um dos maiores santos do firmamento católico,
São Paulo…
Nos diz que era judeu, nascido na “ilustre” Tarso, na Cilícia, Ásia (At 21, 39), de pai cidadão romano (At 22, 26-28), de uma família na qual a pureza de consciência era hereditária (II Tim, 1, 3), muito apegada às tradições e observâncias dos fariseus (Fil. 3, 5-6).
Como pertencia à tribo de Benjamim, foi-lhe dado o nome de Saul (Saulo), muito comum nessa tribo em memória do primeiro rei dos judeus.
Como todo judeu respeitável tinha que ensinar a seu filho uma profissão, o jovem Saulo aprendeu a tecer os fios dos quais eram feitas as tendas e a confeccioná-las, o que lhe seria de muita utilidade no futuro. Ainda muito jovem foi enviado a Jerusalém para receber educação na escola de Gamaliel.
Ao contrário do que muitos imaginam, o grande São Paulo era de pequena estatura, calvo, de fraca voz e má saúde. Por isso, não impressionava à primeira vista.
Entretanto, a alma que movia esse corpo frágil era toda de fogo, e praticamente não encontra paralelo não só nos primeiros tempos do Cristianismo, mas em toda sua história.
De perseguidor a Apóstolo de Cristo
Formado na tradição dos fariseus, que exageravam o cumprimento das exterioridades da lei, seu fanatismo ardente, que nada podia moderar, iria se chocar contra o Cristianismo nascente.
A doutrina deste, dotada de força e vida, ameaçava tudo conquistar para Cristo, o que preocupava muito a Saulo.
Diante dessa marcha conquistadora, ele não hesitava em opor-se com todas suas forças e até pela violência, conforme narram os Atos dos Apóstolos (9, 1-2):
“Respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, apresentou-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos a Jerusalém quantos achasse desta doutrina, homens e mulheres”. 
A isso comenta São João Crisóstomo: 
“Que males não havia feito? Havia enchido de sangue Jerusalém, matado os fiéis, afligido a Igreja, perseguido os Apóstolos, apedrejado Estêvão, e não perdoando a homem nem mulher, porque não se contentava com levá-los aos tribunais e acusá-los ante os juízes, senão que os buscava em suas casas, tirando-os delas; e, como uma fera, os arrebatava”.(1)
“Saulo, Saulo, por que me persegues?”
Entretanto, no caminho de Damasco o Senhor o esperava. “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Ele caiu do cavalo diante da fulgurante luz. 
“Coisa maravilhosa é considerar que, tendo sido toda a vida de Cristo, nosso Redentor, semeada de trabalhos, perseguições e penas, e sua sagrada paixão cheia de tantas e tão inexprimíveis afrontas e tormentos, nunca o Senhor se queixou nem abriu a boca para dizer: ‘Por que me persegues?’…
E agora, com voz portentosa e sonora, diz a Saulo: ‘Por que me persegues?’. Como podia Saulo perseguir a Vós, Senhor, sendo ele um pouco de pó, e vós o Rei da glória, estando ele na Terra e vós no Céu?
Mas, porque Saulo perseguia os membros de Cristo, nossa cabeça, Ele tomava por próprias as injúrias que contra seus membros se faziam”.(2)
“Senhor, que quereis que eu faça?” Era a coerência falando. Se Aquele que lhe aparecia era opróprio Cristo, Filho de Deus, Saulo deveria, em vez de perseguir seus discípulos, entregar-se inteiramente e de vez a seu serviço.
Os teólogos asseguram que uma conversão é obra mais maravilhosa que a ressurreição dos mortos.
Assim, a conversão de São Paulo constituiu fato maior e mais notável que a ressurreição de Lázaro, encerrado havia quatro dias no sepulcro, e já cheirando mal.
Para Santo Agostinho, se a ressurreição de um morto e a conversão de um pecador são obras de igual poder, a conversão é obra de maior misericórdia. Se isso se pode dizer de qualquer conversão, mais se pode dizer da de São Paulo. 
“Com efeito, se todas as outras são milagrosas, estando elevadas acima da ordem da natureza, esta o é na mesma ordem da graça, sendo como um milagre estabelecido sobre outros milagres. O que parecerá evidente, tanto se se consideram os efeitos que produziu, quanto os grandes frutos que a Igreja dela tirou”.(3)
Realmente, vemos nessa conversão uma circunstância inteiramente milagrosa, pois é milagre na ordem da graça que uma alma tão carregada de pecados, e com disposições totalmente contrárias a ela, se converta assim inopinadamente, sem ter sido preparada antes por atos opostos a esses maus hábitos e a essas disposições perniciosas.
A conversão de São Paulo foi também um “prodigioso acontecimento, de incalculável importância, sem o qual todo o futuro do Cristianismo teria mudado de feição. [...]
A transformação foi nele radical e completa. O que havia odiado, passa, da noite para o dia, a adorar; e a causa que combateu com toda a violência vai, igualmente com toda a violência, servi-la de futuro. Num segundo, e na pista do deserto, Deus vencera o adversário e o ligara a Si, para todo o sempre”.(4)
(Continua…)
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Notas:
1. In Pedro de Ribadaneira, S.J., Flos Sanctorum, apud Dr. Eduardo Maria Vilarrasa, La Leyenda de Oro, L. González y Compañia – Editores, Barcelona, 1896, t. I, p. 258.
2. Id. Ib., p. 259.
3. Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo I, p. 600.
4. Daniel Rops, São Paulo, o Conquistador de Cristo, Livraria Tavares Martins, Porto, 1952, pp. 53,54,59.

CONVERSÃO DE SÃO PAULO

Um dos maiores acontecimentos na História da Igreja:  



São Paulo
Plinio Maria Solimeo
“Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo”
Quando Ananias, por ordem do Senhor, foi ver Saulo para restituir-lhe a vista, conferiu-lhe também os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem.
“Convertido, instruído, consagrado, regenerado pelas águas do Batismo, o ilustre neófito tinha tudo o que era necessário para tornar-se o instrumento de grandes desígnios: a difusão da Fé no mundo inteiro, tal é o programa cuja execução lhe foi confiada por seu novo mestre”. 
Entretanto, “a essa natureza ardente era necessário, antes de percorrer sem parar sua nova carreira apostólica, uma estadia na solidão. O deserto atrai as grandes almas. Saulo permaneceu três anos em retiro, dispondo-se pela oração, meditação, recolhimento e penitência a preencher a missão à qual Deus o chamava”.(1)
Arrebatado ao terceiro Céu, viu com os olhos da alma tudo o que Cristo havia padecido e obrado na Terra e os íntimos pensamentos, dores, afetos e desejos de seu amantíssimo Coração.
Acima de tudo, foi ele instruído diretamente pelo próprio Nosso Senhor, pelo que pôde afirmar: “O Evangelho que preguei não é coisa de homens; pois não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo”.
Depois de ter sido arrebatado aos céus, passou a viver somente em função da vida futura:
“Nossa conversação está no Céu, e minha vida é Cristo; e morrer por Ele é lucro para mim”, pois “vivo, mas não sou eu quem vive, é Cristo que vive
em mim”.
E transformou-se logo num dos maiores pregadores do Evangelho:
“Quem imitou mais a Jesus Cristo que o mesmo São Paulo, que se propõe como exemplo e nos exorta a que o imitemos porque é imitador de Cristo? Quem seguiu mais a Cristo crucificado que o mesmo São Paulo, que diz que estava crucificado com Cristo na cruz, e que toda sua glória era a cruz de Cristo?
E que não sabia outra coisa, senão a Cristo crucificado? Que em seu corpo trazia impressos os estigmas, sinais e chagas do Senhor Jesus Cristo, e dizia que todo seu gozo e triunfo era ver-se algemado e carregado de cadeias por Ele? Quem poderá, ainda que tenha língua de anjo, explicar as virtudes de São Paulo e o muito que Deus lhe deu nesta conversão?”.(2)
Levou o nome de Cristo por todas as nações da Terra!
Por isso, sua doutrina está excelentemente acima da de todos os demais, e seu espírito tão acima, que não encontra paralelo entre os homens.
Ele é “o lavrador que cultiva o campo da Igreja; ou o arquiteto, que a edifica; ou o médico, que a cura; ou o soldado, que a defende; ou o doutor, que a ensina; ou o pai, que a engendra; ou a ama, que lhe dá o peito e a cria com seu leite; ou o juiz severo, que repreende e castiga; ou a mãe piedosa, que afaga e regala; e não há estado na Igreja que nas epístolas de São Paulo não tenha seu particular ensinamento e doutrina”.
Por isso “a Santa Igreja diz que Deus ensinou todo o mundo por São Paulo, e o chama doutor das gentes, e por excelência o apóstolo; porque, entre todos os apóstolos, mais se esmerou, mais trabalhou e mais proveito fez com sua pregação e com as 14 epístolas que escreveu”.(3)
Parte da epopeia apostólica do Apóstolo dos Gentios pode ser lida nos Atos dos Apóstolos, em que se vê “no meio de tantos trabalhos São Paulo, sempre o mesmo, sempre mais e mais abrasado no amor de Jesus Cristo, sempre mais e mais zeloso de levar seu santo nome por todas as nações da terra!
Causa assombro considerar as cidades, as províncias, os reinos e os vastos domínios que percorreu este grande apóstolo, anunciando o Evangelho em todos eles”.(4)
Durante sua carreira apostólica, São Paulo foi flagelado, encadeado e lançado sete vezes na prisão; três vezes sofreu o naufrágio, e numa delas só se salvou agarrado a um destroço do navio durante um dia e uma noite.
Várias vezes teve que fugir perseguido pelos judeus, sofreu fome e sede por amor de Cristo.
Culminando sua prodigiosa vida pelo gládio, pôde afirmar: “Combati o bom combate, percorri a carreira inteira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça que me dará o Senhor, justo Juiz, naquele dia” (II Tim, 4, 7-8).
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Notas:
1. Les Petits Bollandistes, op. cit., tomo VII, p. 464-465.
2. Pedro de Ribadaneira, op. cit., p. 260.
3. Id. ib., p. 261.
4. Pe. José Leite, S.J., Santos de Cada Dia, Editorial A. O., Braga, tomo II, 1998, p. 325.
Outras obras consultadas:
– Fr. Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo I, 25 de janeiro.
– Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, S. A., Saragoça, 1946, tomo I, 25 de janeiro.

PERIGO:

Em todas as situações “Pensa em Maria, invoque Maria!"



Santíssima Virgem Maria
São Bernardo de Claraval
Nos perigos, nas angústias, em todos os momentos de dúvida, pensa em Maria, invoca Maria.
Que este nome sagrado não se afaste do teu coração e não falte jamais nos teus lábios. Seguindo esta Estrela, não te desviarás. Se a invocares com humildade, não desesperarás. Se pensares em Maria, não errarás.
Se ela estiver contigo, não cairás. Se te proteger, nada temerás. Com ela, como guia, não te fatigarás. Se te for propícia, chegarás à meta, firme e seguro.
Quem quer que sejas, sacudido pelo vendaval das tempestades deste mundo, sentindo a terra como um mar devorador, não afastes os olhos do fulgor desta Estrela.
Quando soprar o vento tempestuoso e traiçoeiro da tentação, quando te sentires batido contra os escolhos perigosos da tribulação, olha para a Estrela e invoca Maria.
Se te açoitarem as ondas da soberba, da inveja, da maledicência, olha para a Estrela, invoca Maria. Quando sentires a ira, a avareza, a carne e a tristeza tentarem fazer soçobrar a barquinha frágil de tua alma, olha para a Estrela, invoca Maria…
*   *   *

PAVIO CURTO?

 Não leva desaforo para casa? 



Nosso Senhor, humilde e manso de coração, suporta todas as injúrias e falsas acusações;
Santo Afonso Maria de Ligório
“(…)A segunda coisa, em que principalmente consiste a doçura, é na paciência em sofrer os desprezos. 
Dizia S. Francisco de Assis que muitas pessoas fazem consistir a sua perfeição em recitar muitas orações, ou fazer muitas mortificasses corporais, ao passo que não pode suportar uma
palavra injuriosa
Não compreendem elas, ajuntava o santo, quanto lhes é mais proveitoso suportar as afrontasMaior mérito haverá em receber em paz uma injúria, que em jejuar dez dias a pão
e água.
Segundo S. Bernardo, há três graus de virtude a que deve aspirar quem quer santificar-se: o primeiro é não querer dominar sobre os outros; o segundo querer estar sujeito a todos; o terceiro sofrer com paciência as injúrias.
Vereis, por exemplo, que se concede aos outros o que a vós se recusa; que o que os outros dizem é escutado; e o que vós dizeis escarnecido; que os outros são louvados, escolhidos para empregos honrosos e negócios importantes, e que de vós se não faz caso. 
Tudo quanto fazeis vos atrai censuras e remoques; então, diz S. Doroteu, sereis verdadeiramente humildes, se aceitardes em paz todas estas humilhações, e se recomendardes a Deus, como vossos maiores benfeitores, os que assim vos tratam, curando o vosso orgulho, — a mais perigosa moléstia, capaz de vos dar a morte.”
(Livro: A Selva – Santo Afonso Maria de Ligório)
*   *   *
“Esforce-se por ser humilde do coração.
Muitos há que são humildes de palavras, mas não do coração; dizem que são os maiores pecadores do mundo, que merecem mil infernos; apesar disso, querem ser preferidos, estimados
e louvados. 
Quando ninguém os aplaude, a si próprios se louvam; ambicionam os empregos mais altos, e não podem sofrer uma palavra de desprezo. Não procedem assim os humildes de coração: nunca falam dos seus talentos, da sua nobreza, das suas riquezas, nem de coisa alguma que os distinga.
Amará pois os empregos e serviços mais humildes e obscuros. Receberá as afrontas sem se perturbar, e até interiormente se comprazerá nelas, por se tornar assim semelhante a Jesus Cristo, que foi saturado de opróbrios.
Será prestável a todos, e cuidará em especial de fazer bem a quem lhe tiver feito mal, pelo menos recomendando-o a Deus; é a vingança dos santos.” 
(Regras Espirituais para um Padre que Aspire à Perfeição - Santo Afonso Maria de Ligório)

VIRGEM DOS POBRES:


A Virgem dos Pobres
Banneux, vila de Ardenne, Maastrich, Bélgica, é das terras mais infecundas da Europa. Lá vive pouca gente, todos pobres, por causa das terras, que
pouco produzem.

Existe grama e abetos (arvores nativas, e algumas especies produzem pólen abundante durante o período de reprodução, o que pode causar alergia respiratória em indivíduos mais sensíveis) que são usados para lenha.
Neste lugar residia Mariette Beco, de 12 anos. O pai era socialista agnóstico, não paraticante. Nos dias de repouso costumava ficar em casa. A esposa também era muito dedicada a família. Mariette era a filha mais velha, tinha seis irmãos, de quem ajudava a cuidar.
No dia 15 de janeiro de 1933, as 19:00 horas, aguardava a volta do irmão Julien, de 10 anos, que fora passear com os amigos. Era frio e, olhando através dos vidros da janela, a pequena distância, no jardim, vê uma bela senhora luminosa, em pé e imóvel, levemente inclinada para esquerda.
Assustada corre para mãe, que está preparando o jantar. Ela também vai para a janela e vê a senhora de mãos postas e com cabeça inclinada, mas de um modo velado, não nítido. Também ela, assustada, exclama: “É uma bruxa”.
Mariette replica: “Não, mãe! Deve ser a Santa Virgem. Ela me sorri.
É tão bela!”.

Ela concluiu ser a Virgem devido a faixa azul que a senhora usava. A veste parecida com a de Nossa Senhora de Lourdes. Traz o rosário pendurado no braço direito, um rosa de ouro sobre o
pé descalço.

Tudo semelhante, com a diferença de que aqui está inclinada, atenta e acolhedora com relação à vidente. Mariette vai buscar um rosário que havia encontrado alguns dias antes, na estrada, pois em casa não havia rosários.
Tenta rezar algumas Ave-Marias, pois ainda não sabe como rezar direito e olha para a senhora, através da janela. Ela quer ir ao encontro dela, mas a mãe, com medo, fecha a porta com a chave e guarda-a no bolso do avental. Quando Mariette volta à janela, a bela senhora já
havia desaparecido.

Três dias depois, à mesma hora, Nossa Senhora aparece novamente e guia Mariette até a fonte e diz: “Colocai vossas mãos na água. Esta fonte está reservada para mim”. Dizendo isto se despediu.
No dia 19, Nossa Senhora aparece e Mariette lhe pergunta: “Quem sois, bela Senhora?”. E Ela: “Eu Sou a Virgem dos Pobres”. Mariette perguntou: “Porque, ontem a Senhora disse que está fonte está reservada para Vós?”.
Nossa Senhora sorriu e disse: “Esta fonte está reservada para todas as nações para restaurar, para socorrer doentes”. Mariette agradece e a Senhora diz: “Rezarei por ti, até a vista!”
No dia 20 de Janeiro Ela aparece novamente e Mariette lhe pergunta o que deseja. E Ela: “Desejo uma pequena capela”. No dia 11 de fevereiro, 75 anos depois da primeira aparição de Lourdes, enquanto a vidente rezava o rosário, a Senhora apareceu e a guiou a até a fonte, onde disse: “Venho para aliviar o sofrimento.” Logo em seguida desapareceu.
Na sexta aparição, o padre Louis Jamim, através da vidente pediu um sinal. Nossa Senhora sorriu, dizendo: “Crede em mim, Eu crerei em vós”.
Depois deixou um segredo à vidente e disse: “Rezai muito.” Em 02 de março de 1934, enquanto a vidente reza o terceiro terço, Nossa Senhora aparece e a guia até a fonte. Tem olhar sério.
Não sorri.

Diz: “Sou a Mãe do Salvador, Mãe de Deus.” Repete: “Rezai muito.” Depois abençoa Mariette com um sinal da cruz, dizendo: “Adeus! Enquanto se afasta, a menina chora. Entendeu que não mais a veria.
O bispo Kirkhofs, de Liège, reconheceu os fatos como autênticos. Foi construída uma pequena igreja, símbolo da pobreza. E o culto a Virgem dos Pobres ainda existe, trazendo muitas graças
e conversões.

Nossa Senhora apareceu a Mariette, a quem o padre Jamim havia impedido de fazer a primeira Eucaristia devido às suas faltas ao catecismo. Os pais eram indiferentes com relação à religião e não se preocuparam com isso. Mas eram trabalhadores e honestos.
Tinham a tarefa de cuidar dos filhos e alimentá-los: 7 antes das aparições, e mais 4 depois delas. Onze ao todo. Nossa Senhora aparece para quem Ela deseja; não importa se é santo ou pecador.
Todos são seus filhos, a quem ama imensamente e deseja salvar. Está junto dos pobres, porque Ela também foi pobre e sabe quem sofrem mais que
os outros.

*   *   *

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

OS BENEFÍCIOS DA ORAÇÃO:


São Tomás de Aquino
Os bons efeitos da oração:
Notemos que a oração produz três espécies de bens. Primeiramente, constitui um remédio eficaz contra todos os males. Livra-nos dos pecados cometidos: “Remistes, Senhor, a iniquidade de meu pecado, diz o Salmista (Sl 31,5-6) por isso todo homem santo dirigirá a Vós sua prece”.
Assim pediu o ladrão sobre a cruz e obteve seu perdão, pois Jesus lhe respondeu: “Em verdade vos digo, hoje mesmo estareis comigo no paraíso” (Lc 23,43). Do mesmo modo rezou o publicano e voltou para casa justificado (cf. Lc 18,14).
A oração nos liberta do medo dos pecados que virão, das tribulações e da tristeza. “Alguém está triste entre vós? Reze com a alma tranquila” (Tg 5,3).
A oração nos livra das perseguições dos inimigos. Está escrito no Salmo 108, 4: “Em resposta ao meu afeto me fizeram mal; eu, porém, orava.”
Em segundo lugar, a oração é um meio útil e eficaz para a realização de todos os nossos desejos. “Tudo o que pedirdes na oração, diz Jesus, crede, recebereis” (Mc 11,24).
Se não somos atendidos, será porque — ou não pedimos com insistência: é preciso rezar sem descanso (Lc 18, 1) — ou então não pedimos o que é mais útil à nossa salvação.
“O Senhor é bom, diz Santo Agostinho, muitas vezes não nos concede o que queremos, para nos dar os bens que desejaríamos receber, se nossa vontade estivesse bem de acordo com a sua divina vontade“.
São Paulo é exemplo disso, pois, por três vezes, pediu para ficar livre de um forte sofrimento em sua carne e não foi atendido (cf. II Cor 12,8).
Em terceiro lugar a oração é útil, porque nos torna familiares de Deus. Que minha oração suba até vós, como a fumaça do incenso, diz o Salmista (Sl 140, 2).
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Fonte: extraído do livro “O Pai Nosso e a Ave Maria – Sermões de S. Tomás de Aquino” .

Um Santo Remédio para as brigas no lar:


Ecce Homo - Caravaggio (1571-1610)
Um casal rico, apesar de suas riquezas, vivia em constante discórdia e brigas diárias.
O casamento era tudo menos um estado feliz para eles; a esposa especialmente derramava, muitas vezes, lágrimas amargas.
Um dia, ela se deparou com um livro manuscrito intitulado: “Remédios simples para o lar.” Estava escrito com a letra de sua avó.
Ao folhear o livro, seus olhos recaíram, para sua surpresa, num título: “Remédio caseiro para o descontentamento”. Ela o leu ansiosamente.
O texto dizia:
“Toda vez que você se sentir mal ou fora de si, vá até a figura do ‘Ecce Homo’, e ponha-se aos seus pés. Contemple-o com atenção por um período de três minutos, e recite três Pais Nossos antes de se levantar.
Isso lhe restituirá a paz e o contentamento. Meu confessor me sugeriu isso. Eu experimentei o remédio por trinta anos, e ele nunca falhou comigo.”
A senhora lembrou que, por mera coincidência, tinha guardado o quadro em questão, que tinha pertencido à sua avó; estava lá em cima, no sótão. Ela subiu imediatamente, tirou-lhe a poeira cuidadosamente, e o pendurou em seu quarto.
Toda vez que sentia que um desentendimento era iminente, ela experimentava o “remédio” que sua avó recomendara.
Ao contemplar o semblante de Nosso Senhor, tão contristado e, mesmo assim, tão amoroso, ela se tornava tão mais paciente e condescendente que seu marido notou a mudança.
Ela lhe respondeu com um sorriso: “Encontrei um excelente professor”.  Ele quis saber quem era aquele professor. Então ela lhe contou tudo muito francamente.
Em breve seu marido também recorria ao recurso do mesmo remédio, quando ele previa que alguma contrariedade doméstica estava a caminho…
Assim, com o tempo, a paz e a felicidade se estabeleceram naquele
círculo familiar.
*  *  *
Fonte:  Extraído de “Exemplos que Ilustram o Catecismo” (Anecdotes and Examples Illustrating the Catechism) do Rev. Pe. Francis Spirago, Roman Catholic Books, 1903.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

NATAL SEMPRE:

Que o Natal seja o ano inteiro




Desejo que a magia do Natal
Dure enquanto existir uma vida
No planeta azul, verde e marrom
Azul colorido pelas águas.
Verde tingido pelas matas
E marrom da cor da mãe terra
Que todo o sentimento
Que o Natal  encerra
Seja traduzido para o amor
E que ele brote em cada coração.
Que as partilhas sejam efetivas
Que não fiquem vazias as mãos
De nenhum dos nossos irmãos
Que as lembranças festivas.
Perpetuem pelo ano inteiro
De dezembro ao janeiro de 2016
E que aconteça nos anos vindouros
Até os finais dos tempos.


Autora: Eleni Mariana de Menezes

MENINO JESUS,

Bem-vindo !




"Está chegando um Divino
Menino nascido de um sonho
Menino querido feliz e risonho
Do Pai predileto
De glória repleto
De luz e esplendor
Garoto dileto
Oriundo do amor
Deus menino nascido
Da flor
De nome Maria
De alma singela
Dentre todas a mais bela
Humilde e singela
Leveza de alma
Que a todos acalma
Se a buscam em louvor.
Mulher Divinal
Mãe do Redentor
É filho, o Altíssimo
Jesus, o Senhor
O Filho do Pai, Unigênito
De poder revestido
Oh! mãe, teu menino
Nós é muito bem-vindo.
Oh! doce menino.
De poder revestido
Mudou nosso destino
Seja muito bem-vindo".

SAGRADA FAMÍLIA

A Santidade, A Nobreza e a Hierarquia – da Sagrada Família! 



Paradoxo: Príncipe e operário
Um outro paradoxo foi também colocado pelo Criador nas complexidades desta nobilíssima
ordem hierárquica.
São José era o representante da Casa mais augusta que houve em todos os tempos, pois, enquanto de outras Casas nasceram reis, da Casa de Davi, nasceu um Deus. E os únicos cortesãos à altura dessa Casa são os Anjos do Céu.
Porém, ainda por desígnio divino, tal chefe da Casa de Davi era, ao mesmo tempo, trabalhador manual, um carpinteiro. E também Nosso Senhor Jesus Cristo exerceu essa atividade antes de iniciar sua vida pública.
Deus quis assim que as duas pontas da hierarquia temporal se ligassem naquele que é o Homem-Deus. NEle está a condição de príncipe real da Casa de Davi, de pretendente ao trono de Israel. Mas esta condição coexiste com a de mero carpinteiro, operário, no extremo oposto da escala social.
Esta coexistência de perfeições, em ambos os aspectos – tanto no de Criador-criatura como no outro, incomparavelmente menor, de rei-operário – reúne os extremos para reforçar a coesão dos elementos intermediários da hierarquia, unindo tais elementos pela união dos extremos.
Assim, a sacrossanta hierarquia no interior da Sagrada Família não nos aparece apenas como um conjunto de cimos tão altos que a nossa vista física e mental custa a alcançar. 
Ela representa também um amplexo hierárquico, desigual mas afetuoso, entre todos os degraus da ordem social.
De tal maneira que, aquele que ocupa lugar mais alto abraça afetuosamente o que está mais baixo e diz: “Enquanto natureza humana somos todos iguais”.
Amor desinteressado à Hierarquia
Escolhi o exemplo de São José, de Nossa Senhora e de Nosso Senhor Jesus Cristo para que se compreenda a hierarquia no que ela tem de mais puro, de mais límpido, de mais perfeito, na qualnão há egoísmo nem pretensão.
Porque existe esse puro amor de Deus, o qual gera amor às várias hierarquias, sem a preocupação de ser muito, de fazer muito ou de poder muito. É amar a hierarquia por amor de Deus.
As almas que têm o verdadeiro senso da hierarquia amam deste modo os que lhes são superiores.
A palavra “majestade” tem para elas um sentido, um mistério, um lumen especial que torna respeitáveis e veneráveis os reis e imperadores, mesmo quando estes, por seus defeitos pessoais, não merecerem a homenagem que lhes é prestada por serem quem são.
Mas se, para aquilo a que foram chamados, em algo correspondem, esse algo, por pequeno que seja, é como o aroma de uma flor incomparável da qual se tira uma gota, cujo perfume produz sobre o homem reto um efeito semelhante ao que a santidade maior produz sobre a
santidade menor.
E isto tem alguma analogia com o que se passava na Sagrada Família, entre as três pessoas indizivelmente excelsas – uma delas divina – que a compunham.
Eis aí algumas considerações sobre o enlevo e o entusiasmo que as verdadeiras hierarquias – como aquela que existiu, em grau arquetípico, na Sagrada Família – podem e devem suscitar nas almas retas e autenticamente católicas.
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Fonte: pliniocorreadeoliveira.info

HONRA À VIRGEM MARIA

Leia um lindo discurso para honrar a Virgem Maria!


São Cirilo de Alexandria
São Cirilo de Alexandria: Discurso pronunciado no Concílio de Éfeso sobre Maria
Salve, vaso puríssimo da temperança, a ti virgem, confiou, na cruz, nosso Senhor Jesus Cristo a Mãe de Deus, sempre virgem!
Salve, ó Maria, Mãe de Deus, virgem e mãe, estrela e vaso de eleição! Salve, Maria, virgem, mãe e serva: virgem, na verdade, por virtude daquele que nasceu de ti; mãe por virtude daquele que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva, por aquele que amou de servo
a forma!
Como Rei, quis entrar em tua cidade, em teu seio, e saiu quando lhe aprouve, cerrando para sempre sua porta, porque concebeste sem concurso de varão, e foi divino teu parto. Salve, Maria,templo onde mora Deus, templo santo, como o chama o profeta Davi, quando diz: “O teu templo é santo e admirável em sua justiça” (Sl 64).
Salve, Maria, criatura mais preciosa da criação; salve, Maria, puríssima pomba; salve, Maria, lâmpada inextinguível; salve, porque de ti nasceu o sol
da Justiça!
Salve, Maria, morada da infinitude, que encerraste em teu seio o Deus infinito, o Verbo unigênito, produzindo sem arado e sem semente a espiga incorruptível! Salve, Maria, mãe de Deus, aclamada pelos profetas, bendita pelos pastores, quando com os anjos cantaram o sublime hino de Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc 2,14).
Salve, Maria, Mãe de Deus, alegria dos anjos, júbilo dos arcanjos que te glorificam no céu! Salve, Maria, Mãe de Deus: por ti adoraram a Cristo os Magos guiados pela estrela do Oriente; salve, Maria, Mãe de Deus, honra dos apóstolos!
Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem João Batista, ainda no seio de sua mãe exultou de alegria, adorando como luzeiro a perene luz! Salve, Maria, Mãe de Deus, que trouxeste ao mundo graça inefável, da qual diz São Paulo: “apareceu a todos os homens a graça de Deus salvador” (Tt 2,1).
Salve, Maria, Mãe de Deus, que fizeste brilhar no mundo aquele que é luz verdadeira, a nosso Senhor Jesus Cristo, que diz em seu Evangelho: “eu sou a luz do mundo!” (Jo 8,12).
Deus te salve, Mãe de Deus, que iluminaste aos que estavam em trevas e sombras de morte; porque o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz (Is 9, 2), uma luz não outra senão Jesus Cristo nosso Senhor, luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo (Jo 1,9).
Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem se apregoa nos Evangelhos: “bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 21,9), por quem se encheram de igrejas nossas cidades, campos e vilas ortodoxas! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o vencedor da morte e o destruidor
do inferno!
Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o autor da criação e o restaurador das criaturas, o Rei dos céus! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem floresceu e refulgiu o brilho da ressurreição!
Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem luziu o sublime batismo de santidade no Jordão! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem o Jordão e o Batista foram santificados e o demônio foi destronado! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem é salvo todo espírito fiel!
Salve, Maria, Mãe de Deus, – pois acalmaste e serenaste os mares para que pudessem nossos irmãos cooperadores e pais e defensores da fé, serem conduzidos, com alegria e júbilo espiritual, a esta assembleia de entusiásticos defensores de tua honra!
Também aquele que, levando cartas de perseguição, sendo derrubado pela luz do céu no caminho de Damasco, falou sobre ti e confirmou para o mundo a fé na Trindade consubstancial, de um só Senhor, de um só batismo; de um só Pai, um só Filho, um só Espírito Santo.
Da substância inseparável e simplicíssima; da divindade incompreensível do Senhor Deus de Deus, Luz de Luz, Esplendor da Glória, que nasceu de Maria Virgem, conforme o anúncio do Arcanjo:
“Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, o Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra, e por isso o santo que de ti nascer será chamado Filho de Deus vivo” (Lc 1,35).
Não somente o sabemos pelo arcanjo Gabriel; também Davi, no vaticínio que canta diariamente a Igreja, nos diz: “O Senhor me disse: és meu filho; no dia de hoje te gerei” ( Sl 2,7).
Já o sábio Isaías, filho do profeta Amós, profeta nascido de profeta, o predissera: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho e seu nome será Emanuel, que significa Deus conosco” (Mt 1,23).
Por isso todos os que formos fieis às Escrituras, seguindo os caminhos de São Paulo, ouvindo as vozes dos profetas clamar-te-ão Bem aventurada…
Todos os que formos seguidores dos Evangelhos permaneceremos como disse o profeta: seremos como “oliveira fértil na casa de Deus” (Sl 51), glorificando a Deus Pai Todo Poderoso, a seu Filho UNIGÊNITO que nasceu de Maria e ao vivificante Espírito Santo, que se comunica a todos na vida.
Submissos aos fidelíssimos imperadores, honrando as rainhas, discretas e santas virgens, no seu amor à fé ortodoxa de Cristo de Jesus, nosso Senhor a quem se deve a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
*  *  *
Retirado de: GOMES, Folch F. Antologia dos Santos Padres. Ed Paulinas. SP 1979.

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