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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A MORTE: O fim de quê? Começo de quê?

Com a morte tudo se acaba?
Sim, é verdade, com a morte tudo se acaba. Lá se vão as riquezas, as honras, o luxo, as glórias terrenas, e até nosso pobre corpo tão miserável se transforma num monstro asqueroso e horrível.
Vamos ao pó de onde viemos. Tu és pó e pó te hás de tornar. Seremos quanto ao corpo, nada, pó, um punhado de lodo.
Todavia, temos uma alma imortal, criada à imagem e semelhança de Deus, e esta não se acaba. É espiritual. Separa-se do corpo que ela vivificou, mas
não morre.
A morte não é mais do que a separação da alma do corpo. Então nem tudo se acaba na morte. Fica o principal, a alma.
Fica tudo – uma alma remida pelo Sangue de Deus.
Não somos um bruto que nasce, cresce, morre e desaparece num monturo para sempre.
Um amigo de Sócrates, o célebre filósofo grego condenado à morte, perguntou-lhe antes que o veneno da cicuta arrebatasse a preciosa vida:
- Tem algum desejo para que o cumpramos? Por ventura alguma disposição sobre o enterro?
- Que querem? Meu amigo, pensam então em me sepultar? Podem enterrar meu corpo, mas a mim não poderão sepultar.
Resposta de um pagão consciente de sua imortalidade:
E nós cristãos podemos com muito mais razão dizer: – sepultam nosso cadáver, nosso pobre e miserável corpo. Ficamos nós, porém, vivos e imortais. Não morreremos.
Não morre nossa alma. A imortalidade de nossa alma é uma verdade tão clara, que nunca houve povo tão bárbaro que nela deixasse de crer.
Repugna e revolta a nosso ser todo, a ideia estúpida do materialismo apontando-nos a sepultura e um punhado de pó como a única e última finalidade de nossa existência.
Com a morte tudo se acaba?
Sim, quanto ao corpo até a ressurreição da carne no dia do Juízo. E quanto à alma, então sim é que tudo começa. Começa a eternidade…
A vida passa depressa. Somos crianças neste mundo, sempre iludidos pelas bagatelas e loucuras do pecado. Andamos à caça de borboletas e ilusões.
Depois… depois… virá a hora da despedida de tudo quanto é terreno. E havemos de partir para a casa de nossa Eternidade.
Diz a Escritura: Irá o homem para a casa de sua eternidade.
Ora, morrer é, pois, ir para casa. Deus é Pai. Iremos, pois, então para casa de nosso Pai. Haverá coisa mais bela e mais consoladora? Como é bela a esperança cristã!
E como é horrível o materialismo a considerar o túmulo um punhado de lodo, o último e fatal destino de um homem!
E depois?
Depois, quando nossa alma se separar do corpo, o que constitui a morte, todos nós compareceremos no Tribunal Divino e seremos julgados. Omnes stabimus ante tribunal Domini nostri Jesu Christi! Que dia aquele e que hora tremenda a da Sentença!
Estaremos em face de duas eternidades: Céu ou Inferno! Post hoc judicium… depois da morte o Juízo. Daremos contas severas a Deus de tudo.
Nossa vida inteira se passou na presença do Senhor que tudo sabe e penetra até nos nossos mais secretos pensamentos. “Cada dia, escreveu Bossuet, cada instante a Justiça de Deus registrou nossas ações”.
Cada momento de nossa existência, cada respiração, cada batida de nosso pulso, se assim posso me exprimir, cada manifestação de nosso pensamento tem consequências eternas. E toda esta história sem igual nos será apresentada um dia.
Sim, toda a nossa vida, e até nossas mais secretas intenções  irão ao Tribunal de Deus, no dia e na hora que nossa alma se separar deste corpo de morte.
Quem é o Juiz? Deus Santo, a Santidade em essência, Deus que tudo sabe e tudo vê, Deus que num instante nos apresenta toda nossa vida, com seus pecados e misérias, bem como as obras que fizemos ou deixamos de fazer. Daremos conta também do abuso da Graça e dos pecados
de omissão.
Meu Deus! Meu Deus! Que tremendo Juízo nos está reservado! Que responsabilidade a do cristão em face da morte! Será a morte apenas um estúpido aniquilamento? Será uma podridão de verme numa sepultura, e nada mais além disto? Ó não, mil vezes não!
A morte é a porta da eternidade, ela nos lança despojados de tudo, sozinhos, com o peso de nossos pecados ou de nossas boas obras, na face do Senhor, do Juiz eterno dos vivos e dos mortos para sermos julgados.
Já meditamos seriamente nisto? Já pensamos a tremenda responsabilidade da vida? Entretanto, como se procede tão levianamente em face da morte! Que insensatos são os homens quando nem querem pensar na morte, e procuram se iludir para melhor viverem no pecado!
Daremos contas a Deus de nossa vida. Exame rigoroso de tudo… até de uma “palavra ociosa”, diz Nosso Senhor no Evangelho. E depois? Virá a sentença.
Duas eternidades: Céu e Inferno! Acreditam? Tanto melhor! Não acreditam? – Pois não deixará de existir o Inferno, nem o Céu deixará de ser a mais consoladora das realidades por que alguns materialistas ou cristãos degenerados não querem crer.
Iremos para a casa de nossa eternidade! Ibit homo a domum aeternitatis suae. Iremos sim mais cedo ou mais tarde. Estamos preparados? Preparados para o Juízo?
Então seremos salvos pela Divina Misericórdia se a morte não nos encontrou no pecado e na inimizade de Deus. Somos porém bem puros para comparecermos diante de Deus e entrarmos na vida eterna? Ai! Quanta miséria e fragilidade! E fizemos tão pouca penitência, neste mundo, dos nossos pecados! 
*   *   *
Fonte: ”Tenhamos compaixão das pobres almas” 

SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Monsenhor de Ségur
A fé nos mostra que Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, querendo habitar em meio à sua Igreja até o fim do mundo e provar constantemente a fé de seus fieis, instituiu o sacramento da Eucaristia, na Quinta-feira Santa, no Cenáculo, na cidade de Jerusalém, algumas horas antes de começar sua dolorosa Paixão.
Ele tomou o pão ázimo (isto é, sem fermento), abençoou-o e, por sua onipotência, transformou-o na própria substância de seu corpo; depois tomou um cálice, que encheu de vinho, abençoou-o e consagrou-o na substância do Seu Sangue divino;
De tal maneira que os apóstolos, ao receber o que Jesus lhes apresentou, receberam não pão e vinho, mas o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, o próprio Jesus Cristo, oculto sob as aparências do pão e do vinho.
A fé nos mostra que na hóstia consagrada o Corpo do Salvador é vivo, todo inteiro, unido ao Seu Sangue, à sua alma e à Sua divindade; o mesmo se dá em cada partícula da Santa Hóstia: Jesus Cristo está realmente, substancialmente e corporalmente presente, como na Hóstia inteira.
Quando o sacerdote toma a Hóstia, ele não parte o Corpo do Senhor, mas somente o sinal sensível, a aparência do pão, que vela este Corpo divino e que o torna presente no altar.
No cálice, Jesus Cristo está igualmente presente todo inteiro. Seu Sangue adorável está aqui, cheio de vida, unido ao Seu Corpo, à Sua alma e à Sua divindade.
Jesus Cristo está presente em cada gota de vinho consagrado, como em cada partícula da Santa Hóstia.
A Eucaristia é, pois, um Sacramento (isto é, um sinal exterior) que contém realmente e substancialmente Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus feito homem sob as espécies do Pão e do Vinho.
O Sacramento da Eucaristia torna presente no meio de nós, ainda que velado a nosso olhar, nosso Divino Salvador, como seu Corpo, seu Sangue, sua alma e sua divindade. Como é o mais augusto, o mais santo de todos os sacramentos, é chamado o Santíssimo Sacramento, o Sacramento por excelência.
Graça por excelência
Dá-se a ele também o nome de Eucaristia; esta palavra vem do grego e significa a graça por excelência. O Santíssimo Sacramento é, pois, o bom Deus; é Jesus Cristo que está aqui, corporalmente presente em meio aos cristãos.
Como outrora em Belém, em Nazaré, em Jerusalém, o Filho eterno de Deus, estava por sua humanidade, realmente presente no meio dos homens; assim, pelo Santíssimo Sacramento, Ele continua a habitar realmente no meio de Deus.
Não o vemos, mas Ele está igualmente presente, como um homem está realmente presente numa habitação, mesmo estando escondido atrás de
uma cortina.
O véu que na Eucaristia, nos oculta Jesus Cristo são as espécies sacramentais, isto é, as aparências do pão e do vinho. Em Jerusalém, o véu que ocultava aos judeus a divindade do Salvador era a
sua humanidade.
Os judeus deviam crer na divindade, que eles não viam, e que, no entanto, estava realmente presente: nós devemos crer igualmente naquilo que não vemos, isto é, na divindade e na humanidade de Jesus Cristo, ambas presentes sob o véu da Hóstia consagrada.
A Igreja nos ensina ainda que os sacerdotes, e somente eles, recebem de Deus, por meio do Sacramento da Ordem, o poder de consagrar, isto é, de mudar o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo.
Eles o Fazem em uma cerimônia religiosa augustíssima que se chama Missa, a qual todos os cristãos estão obrigados a assistir ao menos todos os domingos e em certas festas, sob pena de pecado mortal.
No meio da Missa, no momento solene que se chama consagração ou elevação, o sacerdote, como outrora Jesus Cristo no Cenáculo, transforma o pão e o vinho no Corpo e o Sangue no Filho
de Deus.
Esta mudança milagrosa se chama transubstanciação, isto é, transformação da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor.
O sacerdote e os cristãos que estão preparados comungam, isto é, recebem o próprio Cristo, a fim de permanecer mais fieis e de ama-lo mais.
Após a Santa Missa, o Santíssimo Sacramento é respeitosamente conservado sob a espécie do pão e guardado no sacrário no meio do altar. É assim em nossas Igrejas, mesmo em meio aos mais pobres vilarejos, nosso grande Deus habita noite e dia no meio de nós.
*   *   *
Fonte: “A Presença Real e os Milagres Eucarísticos” 

CURA: pela FÉ

Leia esta linda história, TOCANTE:


O pai de Joãozinho estava gravemente enfermo. Os médicos o tinham desenganado: nenhum remédio do mundo poderia curá-lo.

O menino corre para a Igreja e, vendo-se sozinho, aproxima-se, trepa no altar, e lá, de joelhos, cheio de fé e confiança, começa a bater na portinhola dourada do tabernáculo, e vai repetindo essas frases:
 - Jesus, estás aí? Abre, eu preciso de uma grande graça. O papai está gravemente enfermo. Tu deves curá-lo.
Não obtendo resposta, continua a bater, duas, três, cinco vezes repete a humilde e
insistente súplica:
- Abre, Jesus. Abre, Jesus!
Pois bem, aquele Jesus disse: “Batei e vos será aberto”, não é surdo. Eis que de repente  a portinhola dourada se escancara, e ali, no limiar, aparece uma encantadora criança, vestida com uma roupa alva como a neve, os olhos que parecem estrelas: a criança olha para o meninozinho tão aflito, sorri para ele e diz:
- O que queres, meu Joãozinho? E Joãozinho responde:
- O papai está doente, os médicos não podem curá-lo. Ele morre e todos ficaremos sem arrimo e sem pão, mas Tu podes… Tu o deves curar!
- Pois bem, acrescenta Jesus, tem coragem, Joãozinho; volta para casa e dize à mamãe e aos teus irmãozinhos que o papai ficará bom, mas tu e os outros continuem sempre a querer-me muito bem.
Acariciou-o, beijou-o na testa e tornou a trancar-se na casinha de ouro.
Joãozinho corre para casa. Louco de alegria, relata o fato e a promessa obtida. A princípio todos duvidam do que o pequeno diz, mas a febre do doente diminui e desaparece.
O papai sara de verdade e fica mais forte do que antes. Joãozinho, desde aquele dia, amou a Jesus cada vez mais: amou-O tanto que ficou santo e é São João Bechmans, protetor dos jovens.
Oh! Meninos, Jesus é realmente bom, muito bom! Vamos então, vamos a Ele com fé e com amor!
*   *   *
Fonte: “Vamos crianças, vamos a Jesus!” – Pe. Luis Chiavarino

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

AS AVE-MARIAS, o poder delas.


Santo Afonso de Ligório
Pelo ano de 1604 viviam numa cidade de Flandres dois jovens estudantes, que, desleixando dos estudos, se entregavam a devassidões.
Uma noite entre outras foram a certa casa de tolerância. Um deles, chamado Ricardo, depois de algum tempo, retirou-se para casa, e o outro ficou.
Chegando Ricardo a casa, estava para acomodar-se, quando se lembrou que não havia rezado umas Ave-Marias, como era de seu costume fazê-lo em honra da Santíssima Virgem.
Acabrunhado pelo sono, sem nenhuma vontade para rezar, fez, contudo, um esforço e rezou as Ave-Marias, embora sem devoção e por entre bocejos

de sono.

Deitou-se depois e adormeceu. Mas não tardou a ouvir bater à porta com muita força. E imediatamente, sem ele a abrir, vê diante de si seu companheiro de farras, mas desfigurado

e medonho.

Quem és tu? — perguntou aterrorizado.
Tu não me conheces? — respondeu o outro.
Mas como te mudaste tanto? tu pareces um demônio.
Ai, pobre de mim! — exclamou aquele infeliz, — que, ao sair daquela casa infame, veio um demônio e me sufocou. O meu corpo ficou no meio da rua, e a minha alma está no inferno.
Sabes, pois, acrescentou, que o mesmo castigo te tocava também a ti. Mas a bem-aventurada Virgem, pelo teu pequeno obséquio das Ave-Marias, te

livrou dele.

Ditoso de ti, se tu souberes aproveitar deste aviso, que a Mãe de Deus te manda por mim. Depois destas palavras, o condenado entreabriu a capa e mostrou as chamas e as serpentes que o atormentavam e desapareceu.
Então Ricardo, chorando copiosamente, com o rosto em terra, deu graças a Maria, sua libertadora. Enquanto pensava como mudar de vida, ouviu tocar Matinas no convento

dos franciscanos.

Logo pensou: É aí que Deus me quer para fazer penitência. E foi pedir aos frades que o recebessem. Cientes de sua má vida, não queriam eles aceitá-lo. Contou-lhes então entre lágrimas o que havia acontecido.
Dois religiosos foram à rua indicada, achando efetivamente o cadáver do companheiro, sufocado e negro como um carvão.
Depois disso foi Ricardo admitido e levou uma vida penitente e exemplar. Mais tarde foi como missionário pregar nas índias e em seguida no Japão, onde teve finalmente a graça de morrer mártir, queimado vivo por amor de Jesus Cristo.
*   *   *

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

VENERAÇÃO:

Como é fundamental a veneração da Divina Misericórdia…


Divina Misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo
O relato a seguir, de Santa Faustina Kowalska…
Reflete a importância de todo fiel ter uma devoção particular à Divina Misericórdia de
Nosso Senhor
:
“Oh! Se a alma sofredora soubesse quanto Deus a ama, morreria de alegria e de excesso de felicidade. Conheceremos um dia o valor do sofrimento, mas já estaremos na impossibilidade de sofrer. Nosso é só o momento presente.
Esta manhã, durante a Santa Missa, vi Jesus sofrendo. O Seu Martírio se refletiu no meu corpo, de maneira invisível, mas dolorosa.
Jesus olhou para mim e disse:
‘- As almas se perdem, apesar da minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última taboa de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade.
– Secretária da Minha Misericórdia, escreve, fala às almas desta Minha grande Misericórdia, porque está próximo o dia terrível, o dia da Minha Justiça.’
Hoje ouvi na alma estas palavras:
‘- Minha filha põe as mãos à obra. Eu estou contigo. Aguardam-se grandes perseguições e sofrimentos, mas console-te o pensamento de que muitas almas se salvarão e se santificarão por esta obra.’”
Então que faça parte de nosso cotidiano repetir sem cansar: “…Tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!”.
*   *   *
Fonte: Diário de Santa Faustina Kowalska

PARTO: Dor e Alegria

Alegria como essa… Só uma Mãe teve!


Procurar e encontrar Cristo por São João de Ávila
Dor e Alegria
Ter filhos é uma grande alegria para as mulheres casadas, mesmo que sofram as dores do parto. Diz Jesus Cristo: Depois que deu à luz um menino, já não se lembra da aflição por causa da alegria que sente pelo filho (Jo 16, 21).
O dia da alegria das mães é aquele em que dão à luz os seus filhos. Consideram-se grandes maravilhas de Deus tirar o pobre da imundície (Sl 112, 7) e fazer a mulher estéril dar à luz (cf. Is 54, 1 e 1 Sam 2, 5). Juntemos estas duas coisas e acrescentemos outra maior.
Quando dá à luz, a mulher sente dores, mas depois do parto se alegra; e, se não podia dar à luz, Deus faz a maravilha de lhe dar filhos. O filho depois da esterilidade é motivo de dupla alegria.
Quantas causas de regozijo quereis que acrescentemos hoje à Virgem Maria?
Uma mulher honrada, casada, desejosa de fazer o bem, que tem entre os braços um Menino que chega a tirar-nos a vontade de ver os céus; mãe de um filho cujo parto foi sem dores.
Oh, Senhora, se um filho que dá dor, depois do parto dá alegria, quanta alegria não Vos dará Aquele que no parto Vos deu duplo regozijo?
Se a estéril sente tanta alegria quando dá à luz, quanta alegria não sentirá a que permaneceu virgem depois de ter dado à luz?
Se a mulher que dá à luz se sente feliz sem saber que futuro espera o seu filho, até que ponto não se regozijará Aquela que deu à luz um filho que sabe ser o Filho de Deus?
Bem o disse Isaías: Alegrar-se-á a terra deserta sem caminho e a estepe regozijar-se-á e florirá como o lírio (Is 35, 1), louvando Aquele que tanto bem lhe fez!
Pensais que, por muito que tenham madrugado os pastores e os reis para adorarem o Menino, Maria não acordou mais cedo ainda? Os pastores simbolizam os judeus, e os reis os pagãos.
Antes que todos eles, adorou-o a Virgem Maria, dando-nos a entender que, se Abraão foi chamado o pai dos que creem, mais razão há para que a Virgem Maria seja chamada a mãe da fé.
Que alegre e honrada se sente Ela com este Menino, vendo os reis darem-lhe ouro, incenso e mirra! (Mt 2, 11). Riqueza que durará pouco tempo, porque Ela a dará aos pobres.
Para que havia de querê-la? – “Se o meu filho ama a pobreza, para que eu hei de querer a riqueza?”
Essa é, Senhora, a vossa situação: Vós a receber de Deus e a dar aos pobres o que Ele Vos dá; Deus a dar-Vos e Vós porfiadamente a repartir. Que tendes que não nos tenhais dado? Está desejosa de dar-nos; pois digamos-lhe com muita devoção: Ave, Maria…
*  *  *

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

REMÉDIO MARAVILHOSO: O TERÇO

“Para sair de apuros, não há coisa melhor do que rezar o rosário!”


Muito tempo faz encontrava-se entre os religiosos trapistas de Sept-Fons, na França, um irmão leigo, muito velho e enfermo, que tinha na mão o seu rosário.
Era o irmão Teodoro, o qual outrora fora um soldado valoroso.
Quando em 1812 o exército francês, vencido, voltava da Rússia, a coluna de Teodoro, extenuada de cansaço e de fome, encontrou-se em frente de uma bateria russa que barrava o caminho
de fugida.
Um verdadeiro desespero se apoderou de todos: oficiais e soldados atiravam suas armas ao solo. Que fazer? Era no rigor do inverno e haviam caminhado longas horas sobre a neve e o gelo.
Que fazer? Voltar era impossível. Ir adiante? Ali estava a poderosa bateria inimiga. Permanecer naquele posto? Era condenar-se a morrer de frio e de inanição.
De repente adianta-se um oficial: - Venham comigo os valentes!… Coisa rara nos anais de nossa guerra: nem uma voz respondeu.
Engano-me. Um só homem, um só, o irmão Teodoro, saiu da fila dizendo: - Irei sozinho, se o Sr. quiser.
Dizendo isto, tira a mochila e o fuzil e ajoelha-se na neve, persigna-se diante de todos e reza uma dezena do rosário com fervor como nunca.
Toma novamente o fuzil e, de cabeça baixa, lança-se a passo de carreira, com tanta confiança como se dez mil homens o seguissem.
Estava para alcançar a bateria inimiga, quando os russos, crendo que os franceses queriam apanhá-los pelas costas, enquanto se ocupassem de um só inimigo, abandonaram sua peça e bagagem e fugiram.
Dono do campo, disse nosso herói com admirável naturalidade: - Eis aí! Para sair de apuros, não há coisa melhor do que rezar o rosário.
O oficial entusiasmado corre para ele, tira sua própria Cruz de Honra e pendura-a ao peito do jovem, exclamando com lágrimas nos olhos: - Valente soldado, tu a mereces mais do que eu!
- Comandante (respondeu Teodoro), não fiz mais do que meu dever.
Cinquenta anos mais tarde, com seu hábito de trapista, quando, no mais rigoroso inverno, passava a maior parte do dia de joelhos rezando o rosário, gostava de repetir: - Não faço mais do que o meu dever!
*   *   *
Retirado de: Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

BEM-AVENTURADO:

“Felicidade dos justos e desgraça dos ímpios…”


O Juízo Final - Stefan Lochner
Salmo 1
Felicidade dos justos e desgraça dos ímpios…

“Bem-aventurado o homem que não segue o conselho dos ímpios, e não anda pelo caminho dos pecadores, e não se senta na reunião (dos maus); antes põe as suas complacências na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite.

Ele é como a árvore planta
da junto às correntes das águas, que a seu tempo dá fruto,
cujas folhas não murcham, e todas as coisas que faz têm bom êxito.

Não assim os ímpios, não assim; mas são como a palheira que o vento leva. Por isso os ímpios não se sustentarão no (dia do) juízo, nem os pecadores (estarão) na congregação dos justos;  porque o Senhor cuida do caminho dos justos, e o caminho dos impios perecerá.”


*   *   *
Fonte: Bíblia traduzida pelo Pe. Matos Soares.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

MAL X BEM:

Verdades que o Católico não pode esquecer: 



EXTRAÍDO DO  BOLETIM DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

APÓSTOLOS: os DOZE de Jesus.

“Estabeleceu doze para andarem com Ele…”


Santo Agostinho, (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja, Sermão 311, 2.

Os bem-aventurados apóstolos […] foram os primeiros a ver Cristo suspenso na cruz; choraram a sua morte, ficaram atemorizados face ao prodígio da sua ressurreição mas, logo a seguir, transportados de amor por esta manifestação do seu poder, não hesitaram em derramar o seu sangue para atestar a verdade do que tinham visto.
Pensai, no que era pedido a esses homens: ir por todo o mundo pregar que um morto tinha ressuscitado e subido ao céu;
E sofrer, devido à pregação dessa verdade, tudo o que aprouvesse a um mundo insensato: privações, exílio, cadeias, tormentos, carrascos, feras ferozes, a cruz e morte. Teriam sofrido tudo isso por um desconhecido?
Teria São Pedro morrido para sua própria glória? Teria pregado em proveito próprio? Ele morria e Outro, que não ele, era glorificado por essa morte; ele foi morto e Outro foi adorado.
Só a chama ardente da caridade, unida à convicção da verdade, pode explicar semelhante audácia! Eles pregavam o que tinham visto. Ninguém morre por uma verdade da qual não está seguro. Ou deveriam eles negar o que tinham visto?
Mas não negaram, antes pregaram esse Morto que sabiam estar perfeitamente vivo. Eles sabiam por que vida desprezavam a vida presente, sabiam por que felicidade suportavam provas passageiras, por que recompensa espezinhavam todos esses sofrimentos.
A sua fé pesava mais na balança que o mundo inteiro.
*   *   *

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