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sábado, 13 de abril de 2013

ESTÉTICA, ÉTICA - PAPA FRANCISCO


Em seu primeiro discurso para os representantes dos meios de comunicação social, o Papa Francisco afirmou que “podeis estar certos de que a Igreja, por sua vez, presta grande atenção ao vosso precioso trabalho; é que vós tendes a capacidade de identificar e exprimir as expectativas e as exigências do nosso tempo, de oferecer os elementos necessários para uma leitura da realidade. O vosso trabalho requer estudo, uma sensibilidade própria e experiência, como tantas outras profissões, mas implica um cuidado especial pela verdade, a bondade e a beleza; e isto torna-nos particularmente vizinhos, já que a Igreja existe para comunicar precisamente isto: a Verdade, a Bondade e a Beleza «em pessoa». Deveria resultar claramente que todos somos chamados, não a comunicar-nos a nós mesmos, mas esta tríade existencial formada pela verdade, a bondade e a beleza”.
Palavras que bem definem o trabalho do mass media e ainda lhe atribuem uma dimensão existencial bem mais rica do que aquela que reduz o papel dos meios de comunicação ao fim estritamente informativo. De fato, todos os meios de comunicação, como os demais entes (ente é tudo aquilo que existe), têm uma série de atributos em comum, chamados de transcendentais (porque transcendem suas características peculiares): a beleza, a bondade e a verdade. Justamente o foco do cuidado ressaltado pelo discurso papal. Hoje, falaremos da beleza.
Não vou aqui entrar em tediosas definições filosóficas ou mesmo em complicadas divergências teóricas que a estética encerra. A maioria dos filósofos debruçou-se sobre o assunto. Gosto bastante do pitaco platônico: “A beleza é o esplendor da verdade”. Mas também poetas, escritores, dramaturgos e até papas trouxeram suas visões a respeito do tema. João Paulo II, numa famosa encíclica, declarou que “o esplendor da verdade brilha em todas as obras do Criador, particularmente no homem criado à imagem e à semelhança de Deus (Gn 1, 26)”.
Os vinte e cinco séculos que separam uma afirmação de outra servem para confirmar o êxtase do pensamento humano quando resolve refletir sobre a experiência tão forte que é o encontro com a beleza. De qualquer grau e distinção, já que sua formosura transparece de maneiras diferentes: desde uma realidade exterior, como um olhar para uma noite de céu estrelado ou mesmo uma realidade mais interior, como uma pessoa que nos atrai por suas virtudes.
Nesses encontros, a realidade assume um caráter interpelativo, como que indagando nossa consciência a respeito do sentido de nosso agir existencial: que tipo de pessoa quero ser? Nesse momento, a beleza aparece intimamente vinculada à ética, mas nem todos conseguem enxergá-la atualmente.
Hoje, vende-se uma ideia de estética que não traz as pessoas para fora de si mesmas. Essa ideia desvirtuada de beleza confina as pessoas em sua torre de marfim individualista, ao apelar para o desejo, a vontade de poder, de posse e de prazer: em suma, não abre as pessoas para a realidade do outro e as submete exclusivamente à busca irrefreada de uma satisfação passageira e que se esgota em si mesma. Há um banquete dessa iguaria nos catálogos das grandes agências publicitárias. Mas, para quem se contentar com um mero aperitivo, sugiro assistir aos intervalos publicitários da televisão.
As linhas são insuficientes para ponderarmos também sobre a objeção que um certo pessimismo filosófico faz contra a beleza, quando confrontada com a capacidade de violência e de maldade do homem. Por ora, é suficiente levar o leitor à reflexão entre ética e estética. “Pode ser que tenhamos que escolher entre ética e estética, mas, independentemente do que escolhermos, uma encontrará sempre a outra no fim do caminho”, já dizia o cineasta Jean-Luc Godard.
E, por falar em cinema, a sétima arte pode ser um poderoso meio de abertura para o conhecimento da estética, porque trabalha com a sensibilidade e a afetividade humanas. Afinal, se não sabemos apreciar o belo, não conseguimos fazer o bem e tampouco compreendemos o verdadeiro. Nem o bispo de Roma. Nem os profissionais da mídia. Com respeito à divergência, é o que penso.

DICA DO PAPA FRANCISCO:


Em sua homilia na Missa com os cardeais, celebrada após o conclave, o Papa 
Francisco faz algumas afirmações que por certo chocam com uma mentalidade
muito difundida no mundo atual. Disse o Pontífice: “Eu queria que, depois
destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de 
caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja
sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como
nossa única glória Cristo Crucificado”.
Em outra passagem, pronunciada um pouco antes, é ainda mais incisivo: 
“Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos
um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos,
somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor”.
Essas palavras são duras, sobretudo no mundo atual, em que se tenta a
todo custo banir as palavras dor e sofrimento da vida das pessoas. No
entanto, elas apenas ecoam o que disse Jesus em mais de uma oportunidade:
“Quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27).
Mas ainda assim, esse apelo ao sacrifício, que está na essência da mensagem cristã,
não estaria ultrapassado, não seria um medievalismo incompatível com a cultura
que se forma nesse início de terceiro milênio?
Tudo o que é grande começou pequeno e custou esforço de muitas mulheres e de 
muitos homens. Tomemos como exemplo os grandes inventos arquitetônicos, de
tempos antigos e atuais. Por mais que a técnica evolua, é necessário os engenho,
o esforço intelectual e físico de muitas pessoas até que se tenha por acabada
aquela obra que encanta os olhos e alegra a alma.
E o mesmo ocorre nas instituições humanas. Começam com uma boa ideia, mas
se faz realidade com o trabalho incansável de pessoas que se lançam a edifica-la,
um dia após outro. Mas não fiquemos apenas com exemplos de obras materiais. 
Pensemos na geração e educação de um filho. São incontáveis os sofrimentos de
uma mãe, antes, durante e após o parto. E, depois, as preocupações diárias para 
que essa filha ou esse filho assimilem os valores que temos por necessários para
que atinjam a felicidade. E isso sem contar as horas de sono que se perde 
(ou se ganha) dando-lhes de mamar, esperando que retornem de uma festa 
ou simplesmente apreensivos com os rumos de sua vida profissional, familiar etc.
É fácil notarmos que os grandes feitos se alcançam com sacrifício. No entanto,
podemos agir por fins nobres e altruístas ou mesquinhos e egoístas. Podemos 
fazê-lo com amor, que sempre se faz acompanhar de paz e alegria, ou reclamando 
da sorte e da vida, de onde brota tristeza e irritação.
Quando o Papa, já num dos seus primeiros pronunciamentos, nos recorda da 
necessidade de abraçar a Cruz não quer fazer de nós uma espécie de masoquistas.
Partindo da realidade mais palpável e real, de que a dor e o sofrimento de um modo
ou de outro sempre nos acompanharão nessa vida, quer que não nos esquivemos 
deles, mas que os abracemos por amor, pelo bem daqueles com quem 
convivemos e da humanidade inteira.
Não se propõe a resignação com a doença e o mal que há no mundo. Também por 
amor o cristão e as pessoas de boa vontade deverão fazer o que está ao seu alcance
para aliviar os padecimentos próprios e alheios. Mas por mais que a medicina e a
ciência em geral evolua – e se espera que essa evolução se dê sempre a favor
da vida e da dignidade humana – jamais conseguirá banir da vida da mulher e do
homem a dor e o sofrimento.

Conta-se que a madre Tereza de Calcutá uma vez foi observada por uma pessoa, 
que contemplou o beijo e afago que fazia em um doente de aspecto repugnante. 
Diante disso, esse homem comentou: “nem por todo dinheiro do mundo eu faria isso”. 
E a bondosa religiosa respondeu: “nem eu”. Por dinheiro, tampouco ela o faria, mas
fez isso e muito mais em sua vida, por amor. E alguém que contemple o seu 
semblante sereno e alegre ousará dizer que não foi imensamente feliz já aqui nesta vida?

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