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sábado, 10 de fevereiro de 2018

REZAR DE CORAÇÃO:

É O QUE O ESPÍRITO SANTO QUER!

As palavras e petições dos que oram devem ser ordenadas, tranquilas e discretas.
Pensemos que estamos na presença de Deus e que devemos agradar aos seus olhos, tanto pela atitude do corpo como pelo tom da voz.
Porque assim como é falta de educação falar em altos gritos, também é próprio de pessoas bem educadas rezarem com recolhimento e modéstia.

De fato, o Senhor mandou-nos e ensinou-nos a rezar em segredo, nos lugares escondidos e remotos e até nos próprios aposentos


A fé ensina-nos que Deus está em toda a parte, escuta e vê a todos, e na plenitude da sua majestade penetra nos lugares mais recônditos, segundo está escrito: 

“Eu sou um Deus próximo e não um Deus distante.”
Poderá um homem ocultar-se em lugares escondidos, sem que Eu o veja?
Porventura, a minha presença não enche o Céu e a Terra? 
E noutra passagem: 

“Em todo o lugar os olhos do Senhor observam os bons e os maus.”


E quando nos reunimos e celebramos o Santo Sacrifício com o sacerdote de Deus, devemos proceder com respeito e ordem, e não lançar desordenadamente ao vento as nossas orações com palavras;

Nem pronunciar com loquacidade barulhenta aquela petição que deve ser apresentada a Deus com modesta dignidade.

Deus ouve mais o coração do que as palavras. Não é preciso gritar para chamar a atenção de Deus, porque Ele vê os nossos pensamentos.


Bem o mostrou quando disse: Porque pensais mal em vossos corações? E noutro lugar: Todas as Igrejas saberão que Eu sou Aquele que perscruta os rins e os corações.

Segundo conta o Primeiro Livro dos Reis, Ana, que era figura da Igreja, guardava e conservava interiormente as coisas que pedia a Deus;
Dirigindo-se a Ele não em altas vozes mas com silêncio e modéstia, no segredo do seu coração.

Ao falar, a oração era escondida mas a fé manifesta; não falava com a voz mas com o coração, sabendo que deste modo Deus a ouviria.

Assim obteve o que pedia, porque pediu com fé. Afirma-o claramente a divina Escritura: Falava em seu coração; apenas movia os lábios, sem se lhe ouvir palavra alguma; mas o Senhor atendeu-a.

Do mesmo modo lemos nos salmos: Orai em vossos corações; e arrependei-vos no silêncio dos vossos aposentos.
O mesmo sugere e ensina o Espírito Santo por meio de Jeremias, quando diz:Dizei em vossos corações: só a Vós, Senhor, devemos adorar.
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Fonte: Tratado sobre a Oração Dominical – São Cipriano, Bispo e Mártir

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

CARNAVAL e BLASFÊMIAS:

Estamos diante do Carnaval e muitas blasfêmias são cometidas contra Deus e contra Nossa querida Mãe Santíssima.

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É triste. Inúmeros pecados e promiscuidades são cometidas e até televisionadas. 
Assim, enchem nossos lares com ofensas que corrompe nossas crianças e expõe nossas famílias a todo tipo de imoralidades.
E certamente você sabe que o jeito certo de comemorar não é assim, imerso em todo tipo de perversão e pecado.
Mas é necessário fazer mais do que isso:
É necessário fazer algo pelas pessoas que estão sendo expostas à corrupção moral do Carnaval; pelos seus parentes e sobretudo pelas crianças!
Uma ótima forma de combatermos esses ultrajes horrendos e proteger os nossos familiares das perversões do Carnaval é REZANDO.
Reze esta Oração de reparação a esses pecados que tanto ofendem a Deus e o Imaculado Coração de Maria.
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Oração de Reparação e pela Proteção da Família
Meu Jesus, que sobre a Cruz perdoastes aqueles que nela Vos pregaram, e desculpastes diante de Vosso Pai o seu delito;
Vós que da Cruz lançastes um olhar de piedade ao bom ladrão que expirava sobre o patíbulo e o convertestes e salvastes;
Vós que entre as agonias da morte declarastes ter ainda sede de padecimentos para tornar mais copiosa nossa Redenção;
Tende piedade de tantos infelizes que, seduzidos pelo espírito da mentira nestes dias de falsos prazeres e de escandalosa dissipação, correm risco de se perder.
Ah! pelos méritos de Vosso preciosíssimo Sangue e da Vossa morte não os abandoneis como merecem, nem permitais fique sem remédio o miserável estado em que se vão precipitar.
Reservai para eles um dia de misericórdia e de salvação. Vós que a São Pedro estendestes prontamente a mão para sustentá-lo, quando submergia;
Socorrei também a estes infelizes que estão para cair no abismo infernal; acordai-os, sacudi-os, iluminai-os, convertei-os e salvai-os.
Tende, pois, sempre firme sobre nós a Vossa dextra, para que jamais sejamos seduzidos por tantos escândalos que nos rodeiam;
Mas, pelo contrário, nunca nos afastemos da verdade e da justiça, mereçamos nós o Vosso amor, ao passo que outros provocam o Vosso desdém;
E nos apliquemos nos exercícios de piedade, enquanto que ela é esquecida pelos ingratos filhos do século que terão de chorar para sempre a sua atual estultícia.
Rezar um Padre nosso, uma Ave Maria e um Glória.

Fonte: Associação dos Devotos de Fátima 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

SANTÍSSIMA TRINDADE E O SEU MISTÉRIO:

O impressionante diálogo com São Tomás de Aquino sobre as três pessoas em Deus.

P –   Como sabemos que há três Pessoas em Deus?
R –   Porque Ele mesmo nô-lo revelou.
P –   Pode a razão humana, sem o auxílio da fé, perscrutar a existência das Pessoas Divinas?
R –   Não Senhor (XXXII,1,2).
P –   Como se chamam as verdades inacessíveis à inteligência e que só pela fé conhecemos?
R –   Chamam-se mistérios.
P –   É, por conseguinte, um mistério, a existência das Pessoas divinas?
R –   É mistério e o mais profundo de todos.
P –   Que nome tem?
R –   Mistério da Santíssima Trindade.
P –   Poderemos chegar a compreendê-lo?
R –   Sim, e com seu conhecimento seremos eternamente felizes.
P –   Poderemos nesta vida entrever alguma coisa dos admiráveis segredos do mistério da Santíssima Trindade, estudando a natureza das operações dos seres espirituais?
R –   Sim, Senhor; dois são os atos imanentes do ser espiritual: entender e amar, e em cada um se estabelecem relações de princípio a termo, e de termo a princípio de operação.
Daqui se deduz, conforme o que ensina a fé, que o Padre, no ato de entender, é princípio, porquanto diz e pronuncia um verbo, e o Verbo tem relação a termo, dito ou pronunciado.
O mesmo sucede no ato de amor. O Padre e o Filho formam um princípio de amor, com relação ao Espírito Santo, que é o termo.
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Fonte: Extraído da Suma Teológica em forma de Catecismo .
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

DONS DE DEUS AO HOMEM:

Deus criou o homem no estado de justiça original e o enriqueceu de três espécies de dons: naturais, preternaturais, sobrenaturais.

Dons preternaturais são aqueles que não competem ao homem por necessidade da sua natureza, porém não excedem às exigências de outras naturezas criadas.

Essas eram:

a) imortalidade do corpo;
b) imunidade ou isenção da dor;
c) a integridade ou domínio sobre si e sobre as criaturas;
d) a imunidade da ignorância.

Dons sobrenaturais são:
A predestinação à visão beatífica, e, para consegui-la, a graça santificante.
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Fonte: Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã, tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

PRIMEIRO PECADO DA HUMANIDADE:

 Adão e Eva no Paraíso Terrestre cometeram uma gravíssima desobediência.
Era-lhes permitido comerem de todos os frutos existentes naquele jardim de delícias, exceto o fruto de uma só arvore.

Comei, disse-lhe Deus, de todos os frutos que aqui estão, mas não toqueis no fruto da árvore da ciência do bem e do mal.
Em qualquer ocasião que comerdes, morrereis.

O demônio, que tinha sido expulso do céu por soberba e condenado para sempre ao inferno;


Levado pela inveja de que outros fossem gozar a felicidade que Ele perdera, tomou a forma de uma serpente e disse a Eva:

Porque não comes tu o fruto desta árvore?
Ela respondeu: Porque Deus o proibiu, sob pena de morte.
Não, replicou a astuta serpente, não morrereis, pelo contrário, assim que o comerdes, tornar-vos-eis semelhantes a Deus, conhecendo o bem e o mal como ele.

A mulher, seduzida por tais palavras, entretém-se a olhar o fruto proibido, estende a mão, colhe um fruto e come-o;

Em seguida o leva ao companheiro, o qual lhe segue o exemplo.

No mesmo instante tudo muda de aspecto aos olhos dos nossos pobres pais.

Reparando que estão desvestidos, cheios de confusão, apanham folhas de figueira para se cobrirem. Depois, assustados, escondem-se entre as árvores do jardim.
Cometeu-se assim o primeiro pecado, aquele pecado que, transmitido desde Adão a todos os seus filhos;
Deu origem a todos os males que afligem os homens na alma e no corpo e que se
chama comumente pecado original.
Fonte: Da obra “História Sagrada” de São João Bosco. O pecado.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

MARIA SANTÍSSIMA:

Maria Santíssima apresenta-se sempre como modelo de mulher cristã.


Como esposa, obedece, ora, trabalha e cala.

São José decide e Maria Santíssima parte para Belém, para o Egito, para Nazaré, para Jerusalém.

Mansidão, obediência, trabalho, oração e silêncio, eis os exemplos que dá.


Como mãe, Maria Santíssima ensina à mulher o meio de cumprir o mais sagrado de seus deveres, zelando por seu Filho desde o Presépio até à Cruz.

Que as mães católicas nunca abandonem a educação dos que farão sua felicidade ou sua desgraça.
Ainda como mãe, Nossa Senhora ensina à mulher como deve sofrer.

Ela ofereceu seu Filho a Deus, consentindo de antemão nos tormentos do Calvário e em presenciar, ao pé da Cruz, a agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo.


As mães católicas têm em Maria Santíssima o modelo de como devem aceitar os sofrimentos que a Providência consente em lhes mandar, na sua condição de mães:

Com mansidão, em silêncio, e oferecendo-os continuamente a Deus.
Como viúva, Maria Santíssima ensina o grande segredo da vida recolhida:
As virtudes domésticas, os salutares conselhos, as orações mais longas e as boas obras, tanto mais meritórias ante Deus quanto feitas com mais amor e mais ocultas à vista humana.

Eis o exemplo que a Virgem Santíssima proporciona às senhoras que são viúvas.


Porém, pairando acima das condições anteriores, concomitante com todas elas, está sua condição de virgem, imaculada desde a Sua concepção.

E não é por acaso que na Ladainha Lauretana a invocação Sancta Virgo Virginum vem logo após a invocação Sancta Dei Genitrix, como a dizer que não poderia ser Mãe de Deus quem não fosse a Virgem das Virgens.
Foi a virgindade de Maria Santíssima que suscitou a vocação em milhões de moças, em toda a história da Igreja, para se oferecerem a Deus como virgens, formando inúmeras congregações e ordens religiosas, para orar, trabalhar, lutar e sofrer enquanto virgens.

E quantas não houve, que para defender sua virgindade, não hesitaram em sofrer o martírio!

A graça e a fortaleza para praticar tal heroísmo lhes vinha da sublime virgindade da Mãe de Deus.

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Fonte: Blog Alexandria Católica

FELICIDADE: Morrer no Senhor!

“Bem aventurados os que morrem no Senhor”.


É preciso morrer no Senhor para ser bem aventurado, para gozar a felicidade desde esta vida.



Esta felicidade é a que podemos ter já antes de ir para o céu, muito menor na certa do que a alegria do céu, mas que supera todas as alegrias sensíveis desta vida:
“A paz de Deus, que vai além de toda a compreensão, guarde vossos corações e vossos espíritos”.
Para alcançar esta paz, mesmo no meio das ofensas e calúnias, é preciso estar morto no Senhor.

O morto, ainda que maltratado e desprezado pelos outros, não se ressente.

Também a pessoa mansa de coração, como o morto, não vê nem ouve, procura suportar todos os desprezos.

Quem ama de coração a Nosso Senhor Jesus Cristo chegará facilmente a isso.
Unido inteiramente com a vontade de Deus, com a mesma paz e a mesma tranquilidade, recebe as coisas favoráveis e as desfavoráveis, as alegrias e as tristezas, as injúrias e os louvores.

Assim fez São Paulo que podia dizer: “Estou cheio de alegria no meio de minhas tribulações”.


Feliz aquele que atinge esse grau de virtude! Goza de uma paz contínua, que é bem maior que os outros bens do mundo.

Dizia São Francisco de Sales: “Que vale todo o mundo em comparação com a paz do coração?”.
Realmente, o que adiantam todas as riquezas e todas as honras do mundo para quem vive inquieto e sem paz no coração?

Para estarmos sempre unidos a Jesus Cristo, é preciso fazermos tudo com tranquilidade, sem nos inquietarmos com alguma dificuldade que se apresente:

“O Senhor não está na agitação”. Deus não mora nos corações agitados!

Vejamos os belos ensinamentos que nos dá o mestre da mansidão, São Francisco de Sales:

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Nunca vos irriteis, nem mesmo abrais a porta à cólera por qualquer motivo. Se ela entrar em nós, já não poderemos expulsá-la nem dominá-la, quando quisermos.
Os meios para isso são: primeiro, afastar imediatamente a cólera, desviando a atenção para outra coisa e calando-se.
Segundo, imitando os apóstolos quando viram a tempestade, recorrer a Deus a quem pertence pôr o coração em paz.
Terceiro, se a cólera, por vossa fraqueza, já colocou o pé em vosso coração, esforçai-vos por vos tranquilizar e;
Depois, praticai atos de humildade e mansidão para com a pessoa com quem vos sentis irritados.
Tudo isso deve ser feito com suavidade e sem violência, porque é importante não irritar mais as feridas”.
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O próprio São Francisco de Sales dizia que precisou se esforçar durante toda a sua vida para vencer duas paixões que o dominavam: a cólera e o amor.

Para vencer a paixão da cólera, confessava ter se esforçado durante vinte e dois anos.

Quanto à paixão do amor, tinha procurado modificar o objeto, deixando as criaturas e dirigindo todo os seus afetos a Deus.

Desse modo, alcançou uma paz interior tão grande que até mesmo exteriormente a demonstrava, apresentando quase sempre um rosto sereno e um sorriso nos lábios.

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Fonte:Retirado do livro “A prática do amor a Jesus Cristo” de Santo Afonso de Ligório.
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